terça-feira, 29 de novembro de 2016

DESAFIO: Berinjela a La Parrilla (na churrasqueira)

Berinjela na Grelha (Parrilla)
Quem disse que vegetariano não tem vez em um Churrasco???

Embora eu não seja vegetariana, dou total preferência às carnes de frango e peixe e a legumes e verduras.

Berinjela, então, é um dos meus legumes preferidos... São tantas receitas com ingrediente tão versátil... De um Antepasto de Berinjelas (Berinjela Colorida) feito no forno com pimentões vermelho e amarelo, cebola, azeitonas e passas; ou a pasta árabe Babaganouch, com seu sabor defumado e picante, passando por acompanhamentos como o francês Ratattouille, feito também com abobrinha e pimentão, ou ainda pratos principais como a Berinjela Gratinada e Moussaká, de origem grega...

A versatilidade da berinjela... Uma imagem vale mais que mil palavras!
Depois de viagens ao Chile e Argentina, fiquei bastante interessada na técnica da Parrilla (ou grelha), utilizada para fazer o churrasco... E encontrei algumas receitas bem interessantes em um livro que trouxe em uma das viagens: Cocina Criolla, de Héctor Salgado. Lá encontrei a receita de "Berenjenas a la Parrilla" (Berinjelas na Grelha), além da Salsa Criolla (uma variação da nossa vinagrete) e o Chimichurri, outro molho especial para churrasco também encontrado na culinária argentina, feito a base de orégano.


A receita das berinjelas é muito simples, temperada com muito azeite, orégano, pimenta calabresa e sal... O mais complicado mesmo é fazer a brasa do churrasco... Mas esta parte eu deixo para os homens aqui de casa!  E podem convidar os vegetarianos para o seu churrasco!

Berinjela na Grelha (Parilla)

(8 porções)


  • 4 berinjelas cortadas em rodelas de 3 cm
  • Azeite de oliva a gosto
  • orégano a gosto
  • pimenta calabresa seca a gosto (opcional)
  • sal a gosto

Coloque as rodelas de berinjela em uma forma grande (sem sobrepor), faça pequenos cortes em sua superfície (para absorver melhor os temperos) e regue com bastante azeite. Polvilhe com o orégano e a pimenta calabresa moída (cuidado porque pode ficar muito apimentado... rs). Aguarde alguns minutos para que as berinjelas absorvam os temperos. Leve à grelha em temperatura suave. Estarão prontas quando ficarem bem douradas. Salpique com um pouco de sal e sirva!


Bon Appetit (e bom churrasco também!!)

DESAFIO: Doce Cremoso de Abóbora com Coco, para uma Almoço Mineiro!

Doce Cremoso de Abóbora com Coco
Tivemos, há alguns meses, uma ótima produção de mandioca e de abóbora no nosso sítio... A produção de mandioca virou uma série de receitas ótimas (clique aqui para ver)!

E a abóbora também foi inspiradora, mas acabei congelando a maior parte, em pedaços já descascados (obrigada, Nenê, por esta valiosa ajuda! rs). E chegou a vez da abóbora quando decidi fazer um Almoço de Domingo com inspiração mineira, onde o prato principal seria o delicioso Frango com Quiabo, feito na panela de barro (só não usei o fogão a lenha porque não tenho...).

E a abóbora entraria como a sobremesa: Doce de Abóbora com Coco, acompanhado de queijo minas... Tem coisa mais mineira que isso??

Preparei a receita com um dia de antecedência, para que ficasse mais saboroso na hora de servir! A abóbora era bem fibrosa, e se desfez quando cozida... E o coco ralado fresco garantiu mais sabor e crocância ao doce. Sucesso total!

Doce Cremoso de Abóbora com Coco

  • 1 kg de abóbora em pedaços
  • 500 gr de açúcar
  • 1 xícara de coco fresco ralado
  • canela em pau (2 pedaços grandes)
  • cravo a gosto
  • queijo minas para acompanhar
Em uma panela grande de fundo grosso, coloque a abóbora, o açúcar, a canela e o cravo para cozinhar até a abóbora se desfazer e restar pouca água (deixe um pouco para que o doce fique mais cremoso).


Junte o coco, misture bem e deixe esfriar. Coloque em um pote fechado e leve para a geladeira de um dia para outro.


Sirva com queijo minas! E Bon Appetit!!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

DESAFIO: Chico Balanceado, uma sobremesa polêmica!

Minha versão do Chico Balanceado, com Maçãs Caramelizadas
Esta temporada de trabalho no Sul do Brasil está me rendendo experiências gastronômicas incríveis!! Além do tradicional Churrasco e seus acompanhamentos maravilhosos (como o Pão de Alho com Ervas e a Maionese de Batatas a Moda Gaúcha), a Polenta com Ragú, a Fortaia (ou Omelete Colonial) e da sobremesa mais típica de todas, o Sagú de Vinho Colonial, chegou a vez de uma sobremesa que me intrigou pelo nome, por sua origem e por sua execução: o Chico Balanceado!

Primeiro, vamos falar da origem do doce... A melhor explicação que encontrei na internet foi essa:
HISTÓRIA DO CHICO BALANCEADO:Em toda pesquisa, o Chico Balanceado desponta como típica iguaria gaúcha.Mas, Santa Catarina e Paraná também disputam o doce. Na outra ponta do País, em Pernambuco, o doce tem o nome de Manezinho Araújo e, portanto, as regiões Sul e Nordeste se conectam por meio de um doce feito de creme de ovos, banana e açúcar. Em Minas Gerais, também é conhecido como Manezinho Araújo.Mas afinal, qual é a origem desta receita? E qual foi o primeiro estado a eleger o doce como sobremesa? Uma pergunta que tentarei com calma buscar resposta para ela nos livros históricos sobre a gastronomia brasileira. Infelizmente esta curiosidade o São Google não foi capaz de matar.Ou, se por acaso nada encontrar a este respeito, chegarei à conclusão mais simples: no Brasil, não temos registros precisos sobre a comida do passado e do presente. Não há codificação e, portanto, a evolução gastronômica se perde entre as antigas casas de fazenda, moendas, casas-grandes, roçados, senzalas, mocambos e por aí vai. Fonte: Blog “Arte no sabor” por Luis Carlos Schmith e http://www.difusorapocos.com.br/site/
Trata-se de um doce em camadas: caramelo, bananas (ou outra fruta), creme de ovos ou baunilha e merengue por cima. Talvez este equilíbrio - ou balanço entre camadas e sabores - tenha gerado o nome diferente... Pesquisando várias receitas, vi que não havia um consenso nem na sua origem, muito menos nas receitas... Na maioria delas, a banana era parte fundamental, mas, em Frederico Westphalen onde a provei várias vezes nos restaurantes, não havia sinais de nenhuma fruta...

Particularmente gostei da ideia de colocar uma fruta junto com o caramelo, o que deixaria o doce "menos doce" e com sabores mais contrastantes. Há receitas que dizem que "sem banana" não é Chico Balanceado (ou Manezinho Araújo) - outras dizem que a banana pode ser substituída por outras frutas (como maçã, pera, pêssego...)

Fiz a receita por duas vezes: uma com a banana grelhada, colocada sobre o caramelo no fundo da forma. O sabor ficou incrível, mas o caramelo ficou um pouco grudado no fundo... Na segunda tentativa, já resolvi inventar ainda mais: caramelizei fatias de maçã (com açúcar e manteiga), evitando-se que o caramelo grudasse (inspirada no recheio da receita de Tarte Tatin, aqui do blog).

Em ambas as tentativas, os convidados lamberam os beiços... Sucesso total. Agora, fica a seu critério qual versão usar... Sem nenhuma fruta, com banana sobre o caramelo, com maçã (ou banana) caramelizadas previamente... Na dúvida, vou postar as 3 receitas... Aí você escolhe!! Ou experimenta as 3 e me conta depois o que achou!

Chico Balanceado (com maçãs caramelizadas)

6 porções

para as maçãs caramelizadas
  • 4 maçãs Fuji cortadas em 8 fatias cada
  • 1/2 xícara de açúcar
  • 80 gr de manteiga
para o creme de baunilha
  • 3 gemas
  • 1/2 lata de leite condensado
  • 2 xícaras de leite (500ml)
  • gotas de baunilha
  • 1 colher de sopa de maisena
para o merengue
  • 3 claras
  • 1 colher de chá de vinagre branco
  • 2 colheres de sopa (rasas) de açúcar
  • 1 forma pirex média
Prepare as maçãs caramelizadas: em uma frigideira grande, derreta a manteiga e misture o açúcar. Acomode as fatias de maçãs lado a lado, de modo a nenhuma ficar sobre a outra. Deixe caramelizar por uns 20 minutos, virando na metade do tempo. Coloque no fundo do pirex.



Prepare o creme: misture o leite condensado, o leite, as gemas e a maisena. Leve ao fogo e mexa até engrossar. Despeje sobre as maçãs.




Prepare o merengue: Bata as claras com o vinagre e o açúcar até ficar bem encorpado. Coloque sobre o creme de baunilha.



Aqueça o forno (de preferência com grill) e coloque o Chico Balanceado para gratinar a superfície (ou utilize um maçarico, mas cuidado para não queimar o merengue!!).




Leve para a geladeira de um dia para o outro, de preferência.

Chico Balanceado (sem fruta)

6 porções

para o caramelo
  • 1 xícara de açúcar
  • 1/3 xícara de água
para o creme de baunilha
  • 3 gemas
  • 1/2 lata de leite condensado
  • 2 xícaras de leite (500ml)
  • gotas de baunilha
  • 1 colher de sopa de maisena
para o merengue
  • 3 claras
  • 1 colher de chá de vinagre branco
  • 2 colheres de sopa (rasas) de açúcar
  • 1 forma pirex média
Prepare o caramelo: em uma panela de fundo grosso, dissolva o açúcar na água. Leve ao fogo baixo e deixe caramelizar (sem mexer). Despeje o caramelo no fundo do pirex.

Prepare o creme: misture o leite condensado, o leite, as gemas e a maisena. Leve ao fogo e mexa até engrossar. Despeje sobre o caramelo.

Prepare o merengue: Bata as claras com o vinagre e o açúcar até ficar bem encorpado. Coloque sobre o creme de baunilha.

Aqueça o forno (de preferência com grill) e coloque o Chico Balanceado para gratinar a superfície (ou utilize um maçarico, mas cuidado para não queimar o merengue!!)

Leve para a geladeira de um dia para o outro, de preferência.

Chico Balanceado (com banana grelhada)

6 porções

para o caramelo
  • 1 xícara de açúcar
  • 1/3 xícara de água
para a banana
  • 4 bananas nanicas cortadas no comprimento
  • 1 colher de sopa de manteiga
para o creme de baunilha
  • 3 gemas
  • 1/2 lata de leite condensado
  • 2 xícaras de leite (500ml)
  • gotas de baunilha
  • 1 colher de sopa de maisena
para o merengue
  • 3 claras
  • 1 colher de chá de vinagre branco
  • 2 colheres de sopa (rasas) de açúcar
  • 1 forma pirex média
Prepare o caramelo: em uma panela de fundo grosso, dissolva o açúcar na água. Leve ao fogo baixo e deixe caramelizar (sem mexer). Despeje o caramelo no fundo do pirex.

Prepare as bananas: em uma frigideira grande, derreta a manteiga e frite as fatias de banana dos dois lados. Coloque as bananas sobre o caramelo.

Prepare o creme: misture o leite condensado, o leite, as gemas e a maisena. Leve ao fogo e mexa até engrossar. Despeje sobre as bananas.

Prepare o merengue: Bata as claras com o vinagre e o açúcar até ficar bem encorpado. Coloque sobre o creme de baunilha.

Aqueça o forno (de preferência com grill) e coloque o Chico Balanceado para gratinar a superfície(ou utilize um maçarico, mas cuidado para não queimar o merengue!!).

Leve para a geladeira de um dia para o outro, de preferência.

Tenho certeza que, independentemente da receita ou versão escolhida, será um sucesso!!

Aqui, o Chico Balanceado servido com outra sobremesa típica do Sul, o Sagu de Vinho com Creme de Baunilha
Bon Appetit!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Reproduzir a Torta Trançada de Palmito Pupunha da Rita Lobo

Torta de Palmito Trançada
Desde que assisti o Programa do Cozinha Prática, da Rita Lobo, que mostrou esta Torta de Palmito com a cobertura cheia de tranças, não sosseguei enquanto não a testei!! E as condições não eram as ideais: estava em Frederico Westphalen (RS), a trabalho, com uma cozinha pequena, sem os utensílios corretos (como rolo de massa e pincel), sem os ingredientes certos (como o pupunha fresco) e com um forno a gás que eu não tinha utilizado muito... Mas o que são estas pequenas limitações para uma Home Chef obstinada??

Afinal, tudo tem solução: no lugar do rolo de massa, uma garrafa de vinho... No lugar do pincel, o dedo... No lugar do pupunha fresco, encontrei pupunha em conserva (marca Hemmer)... E o forno, exigiu uma "monitoração" mais atenta, mas funcionou!

A massa é maravilhosa, leve, crocante, fácil de manusear (até com a garrafa de vinho). O recheio é ótimo: cremoso, suave, saboroso! E a cobertura... é trabalhosa, mas o efeito é incrível! Impossível não receber elogios com esta receita!

Antes da publicação deste post, já fiz 2 vezes: a primeira, em uma forma grande, com as tranças e a segunda vez, 2 tortas pequenas, com as tiras entrelaçadas (mas sem tranças).

Torta de Palmito Pupunha

(1 torta grande ou 2 tortas pequenas)

Para a Massa
  • 150 gr de manteiga gelada, em cubinhos
  • 3 xícaras de farinha de trigo
  • 3/4 xícara de água gelada
  • pitada de sal
Para o Recheio
  • 400 gr de palmito pupunha picado (usei o Hemmer em conserva)
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 2 tomates picados sem sementes
  • 1 xícara de ervilha fresca (congelada)
  • 1 1/2 xícaras de leite
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • salsinha picada
  • sal e pimenta a gosto
  • 1 ovo batido com um pouquinho de água para pincelar
  • 1 forma de torta redonda com borda removível (de 30 cm de diâmetro ou 2 de 20 cm)
Prepare a massa: Misture a farinha de trigo e a manteiga com as pontas dos dedos até virar uma farofa. Junte o sal e a água gelada, misturando até formar uma massa homogênea. Coloque na geladeira por 1 hora.

Prepare o recheio: Doure a cebola e o alho na manteiga. Coloque o tomate e o palmito picados e deixe refogar. Coloque as ervilhas e refogue mais um pouco. Misture o leite e a farinha e junte ao refogado. Deixe apurar por alguns minutos, até engrossar bem. Finalize com o sal, a pimenta e a salsinha picada. Deixe esfriar.

Antes de iniciar a montagem, deixe a massa em temperatura ambiente (cerca de uns 10 minutos fora da geladeira).

Para uma torta grande (com tranças):
Divida a massa em 2. Abra metade da massa em círculo e coloque no fundo e nas laterais da forma. Abra a 2a. parte da massa em um retângulo de 45 x 25 cm. Com a ajuda de uma régua e carretilha (ou faca), corte 5 tiras de 4 cm. Depois, corte 24 tiras de 1 cm. Com as tiras de 1 cm, junte 3 e faça uma trança (monte 8 tranças).

Para 2 tortas pequenas (sem tranças):
Divida a massa em 4. Abra uma dela em círculo e coloque no fundo e nas laterais de cada forma. Abra uma outra parte em retângulo, cortando 10 tiras de 4 cm.

Coloque o recheio na forma e comece a montagem da cobertura: coloque as 5 tiras grandes. Intercale as tranças (levante as tiras largas alternadas e coloque a trança. Levante as tiras não levantadas no movimento anterior e coloque outra trança. Faça assim até completar a cobertura. Para as tortas pequenas, o procedimento é o mesmo.

A torta antes de assar
Aqueça o forno a 180 graus. Pincele a cobertura com o ovo batido e leve para assar por 50 minutos a 1 hora. Deixe amornar para servir (senão o recheio ficará líquido demais).

Versão com tranças
Versão sem tranças


Aceita um pedacinho??? rs
Bon Appetit!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

DESAFIO: Preparar um Menu Tailandês para uma amiga especial!

Um Menu Tailandês para uma Convidada Especial!!
Desde que provei a cozinha tailandesa, me apaixonei pelos aromas, pelos sabores, pelo frescor, pela picância... Sua combinação de ingredientes provoca os sentidos, abre o apetite, instiga o paladar!

Minha referência de cozinha tailandesa é o Thai Brasil, restaurante charmoso e criativo em Paraty - RJ comandado por uma chef alemã - Marina -  que viajou para a Tailândia e de lá trouxe conhecimento, ingredientes e receitas. Para conhecer o Thai Brasil, veja o post que fiz sobre ele há alguns anos (clique aqui).

A parte mais difícil da culinária tailandesa são os seus ingredientes... Molho de Ostra, Molho de Peixe, Macarrão de Arroz... No post sobre o Macarrão Tailandês com Frango, Shitake e Legumes falei sobre estes ingredientes exóticos para nós, mas indispensáveis para reproduzir a culinária tailandesa. Clique aqui para saber mais sobre estes ingredientes e onde adquiri-los.

Este desafio começou com a ideia de preparar um jantar especial para minha querida amiga Nara (também conhecida como #BFF, rs). Como viajo bastante para fora de São Paulo e com a proximidade do aniversário dela, a ocasião era perfeita para uma comemoração da nossa amizade!

De entrada, servi uma Salada Picante de Pepino, receita do Jamie Oliver. Embora simples, o charme desta salada está na forma de servir o pepino: em tiras bem fininhas!! E o molho, super aromático e picante, feito com shoyu, limão, óleo de gergelim, azeite e pimenta dedo de moça.

Como prato principal, preparei uma versão diferente do Macarrão de Arroz Tailandês, desta vez acompanhado de lulas (aproveitando que meu marido alérgico a peixe e frutos do mar estava viajando e não participaria do jantar... rs). Segui basicamente a mesma receita da versão com Frango, Shitake e Legumes, com algumas variações na forma de preparo, pois a lula é mais delicada que o frango, precisa de menos cozimento e pode ficar borrachuda! Todo cuidado é pouco para não estragar um ingrediente nobre e muito caro! (330 gr de lula fresca já limpa custou R$ 48,00!!!). Este é um prato que deve ser preparado minutos antes de servir, de preferência junto com os convidados, o que fica bem charmoso!! Não esqueça também de selecionar um vinho branco! Um Torrontés ou um Chardonnay irão harmonizar muito bem!

Para a sobremesa, uma opção "light", a pedido da convidada: Creme de Manga com Leite de Coco e Gengibre! Bem gelado e refrescante, servido em um copo de cristal, decorado com coco fresco e uma fatia de gengibre. Fácil de preparar, charmoso de servir! Deve ser feito com antecedência, para que fique bem gelado na hora de servir (umas 3 horas antes).

Para explicar as receitas, vou relacionar os ingredientes de cada uma... Mas a forma de preparo será "integrada", ou seja, descreverei o passo a passo para realizar as 3 receitas do nosso Menu Tailandês! Vai aceitar o desafio??

Salada Picante de Pepino

(4 porções)


  • 4 a 5 pepinos japoneses
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • suco de 1/2 limão
  • raspas de limão
  • 2 colheres de sopa de shoyu
  • meia pimenta dedo de moça sem sementes picada
  • algumas gotas de óleo de gergelim branco
  • 1 colher de chá de açúcar
  • coentro fresco picado para finalizar

Macarrão de Arroz com Lulas e Shitake ao Molho de Ostra

(4 porções)


  • 200 gr de macarrão de arroz
  • 350 gr de anéis de lula
  • shoyu e gengibre picados a gosto para marinar a lula
  • 1 pacote (300gr) de shitake
  • 150 ml de caldo de peixe ou frango
  • 1 colher de sopa de maisena
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 50 ml de shoyu
  • 50 ml de molho de soja
  • 4 talos de cebolinha cortados em 2 cm
  • para a pasta tailandesa
  • 2 dentes de alho picados
  • 3 colheres de sopa de raiz de coentro picadas
  • 1 pimenta dedo de moça sem sementes picada
  • 2 colheres de sopa de gengibre fresco picado
  • óleo de amendoim para fritar
  • Coentro picado para finalizar

Creme de Manga com Leite de Coco e Gengibre

(4 porções)


  • 2 mangas maduras cortadas em pedaços pequenos
  • 1 vidro pequeno de leite de coco
  • gengibre ralado a gosto
  • açúcar (se necessário)
  • Coco ralado fresco para decorar
  • 1 fatia de gengibre para decorar

Passo a Passo do Menu Tailandês


  • 3 horas antes:


1. Prepare o Creme de Manga: bata no liquidificador as mangas com o leite de coco, o gengibre picado e o açúcar. Distribua o creme em 4 copos transparentes baixos e com a boca larga (como copos de whisky). Decore com o coco ralado e a fatia de gengibre. Cubra cada copo com filme plástico e leve para gelar até a hora de servir.

2. Coloque também o vinho branco para gelar.

  • 1 hora antes:


3. Prepare a pasta tailandesa: utilizando um pilão, amasse bem o alho, o gengibre, a pimenta e a raiz de coentro.

4. Coloque o macarrão para hidratar na água fria (aqui, atenção: o tempo de hidratação depende da espessura do macarrão. O que utilizei era bem grosso, necessitando de 1 hora de hidratação. Ser for fino, este tempo será menor).

5. Tempere a lula com um pouco de shoyu e com gengibre picado. Reserve na geladeira.

6. Prepare o mise en place do macarrão (isso significa separar e picar todos os ingredientes para facilitar o preparo). Já misture em uma jarra o caldo, o shoyu, o molho de ostra, o açúcar e a maisena.
30 minutos antes

7. Prepare a Salada de Pepinos: com a ajuda de um fatiador de legumes, faça fatias finas com o pepino, desprezando a fatia inicial com casca e a parte que começa a sair com as sementes do pepino.
Reserve.

8. Prepare o molho, misturando os demais ingredientes (menos o coentro picado). Misture o molho ao pepino, salpique o coentro, distribua em bowls individuais. Reserve na geladeira até a hora de servir.


  • 10 minutos antes


9. Aqueça uma wok grande com oleo de amendoim. Frite a pasta tailandesa até liberar bem os aromas. Junte a lula e frite rapidamente. Junte o shitake e frite por alguns segundos também. Em seguida, coloque o caldo preparado e misture bem. Escorra o macarrão e coloque na wok. Misture bem, deixe ferver alguns segundos (certifique-se que a massa está cozida mas "al dente"). Desligue o fogo e junte a cebolinha. Tampe a panela.
  • Na hora do jantar

10. Assim que desligar o fogo da wok, sirva a Salada de Pepino já com uma taça de vinho branco.

Salada de Pepinos Picante

11. Em seguida, prepare porções individuais do Macarrão com Lulas e Shitake, salpicando o coentro.

Macarrão de Arroz com Lulas e Shitake ao Molho de Ostras

  • Na hora da sobremesa


12. Sirva o Creme de Manga com Coco.

Creme de Manga com Leite de Coco e Gengibre

E Bon Appetit a todos!!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

DESAFIO: O maravilhoso Pão Ciabatta!

Pão Ciabatta
Um pão simples e maravilhoso! Poucos ingredientes (água, farinha, fermento, sal e azeite), textura super macia, com uma casquinha crocante, que se obtém pincelando-se água de 10 em 10 minutos enquanto assa no forno. Mais uma Receita do Livro Illustrated Baking, testada e aprovada (havia um erro na quantidade de água da receita original, já corrigida na receita abaixo).

Mãos na massa!!

Ciabatta

(1 pão grande ou 2 médios)

  • 3 xícaras de farinha de trigo
  • 2 colheres de chá de fermento biológico seco
  • 1 xícara de água morna
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de chá de sal
  • água para pincelar
Dissolva o fermento na água morna. Deixe crescer por 5 minutos.
Misture a farinha e o sal. Junte a água com fermento e o azeite e sove por 10 minutos. Se necessário, coloque mais água (se estiver duro) ou mais farinha (se estiver grudando). Faça uma bola de massa, coloque em um bowl untado com azeite, cubra com filme plástico e deixe descansar em local aquecido por 1 hora e meia (até dobrar de volume).

Sove um pouco novamente e modele o pão (1 grande ou 2 menores). Coloque em uma forma grande forrada com papel vegetal e deixe crescer por mais 1 hora.

Aqueça o forno a 180 graus. Asse o pão por 40 a 45 minutos. Após 20 minutos de cozimento, retire o pão e pincele com água. Volte ao forno. Repita este processo a cada 10 minutos.

Quando estiver dourado por cima e por baixo, retire do forno e deixe esfriar sobre um rack.

Ainda morno, corte em fatias e sirva com azeite aromatizado com alecrim e sal. Simples assim!



Bon Appetit!

DESAFIO: Broinha (Aerosa) de Milho, receita da Rita Lobo!

Broinha Aerosa de Milho
Sempre adorei aquelas broinhas de milho ocas por dentro que se vendem em algumas padarias aqui de São Paulo (chamo de "Broinha Aerosa")! A melhor que provei (macia e saborosa) é a da Padaria Gemel, no Alto da Boa Vista, perfeita para acompanhar um cafezinho! Embora fã, não sei porquê, nunca havia tentado fazer!

E lá estava a receita da Broinha no meu livro da Rita Lobo, Cozinha Prática! A oportunidade perfeita foi o último almoço de domingo, com inspiração mineira (Frango com Quiabo era o prato principal e Doce de Abóbora com Coco e Queijo Minas como sobremesa)... As broinhas complementariam a sobremesa, e seriam servidas acompanhadas de uma deliciosa geleia (caseira) de morangos.

A forma de preparo é semelhante a da massa choux (aquela dos profiteroles e das bombas), perfeita para rechear, porque fica oca por dentro: a massa é cozida antes de ser assada!

Minhas broinhas ficaram um espetáculo, desmanchando na boca, com sabor suave de milho e da erva doce seca, que eu adoro! Receita sensacional da Rita Lobo (prá variar... rs). E o melhor... rende bastante (16 broinhas), apesar de parecer pouca farinha (um pouco mais de 1 xícara, somando a farinha e o fubá)!

Broinha Aerosa de Milho

(16 unidades)


  • 1/3 de xícara de fubá
  • 3/4 de xícara de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de leite
  • 1/2 xícara de água
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 75 gramas de manteiga 
  • 1 colher de chá de erva doce
  • 3 ovos
  • fubá para polvilhar

utensílios

  • batedeira com pá triangular
  • panela média de fundo grosso
  • forma rasa grande teflon (ou untada com manteiga e fubá)
  • boleador ou saco de confeitar com bico grande

Aqueça o forno a 220 graus.

Aqueça a água, o leite, o açúcar, o sal e a manteiga em uma panela de fundo grosso. Quando ferver, junte a farinha, o fubá e a erva doce. Mexa bem e cozinhe por uns 2 minutos (deve desgrudar do fundo da panela).

Coloque a massa para bater por 5 minutos na batedeira, até esfriar (se tiver, use o batedor triangular).

Junte os ovos, um a um, batendo bem. Bata por 2 minutos para deixar a massa bem brilhante.

Com um boleador ou um saco de confeitar (buraco grande), faça bolinhas da massa em uma assadeira grande (deixe uns 3 cm entre cada broinha). Polvilhe com fubá.

Leve para assar por 15 minutos no forno alto. Depois abaixe o forno para 180 graus e asse por mais 20 minutos.



E Bon Appetit!

domingo, 2 de outubro de 2016

DESAFIO: Pudim de Pão com Bananas!


Pudim de Pão com Banana
Bananas super maduras na fruteira... Domingão a tarde... Vontade de fazer um bolo de banana... Mas acabou o fermento!! E a preguiça de ir comprar?? Olha de um lado, olha de outro, encontrei uns pãezinhos amanhecidos... E aí veio a ideia de um pudim de pão com bananas! Não precisa de fermento!! Como seria uma receita inédita, lá fui eu pesquisar na internet.

Encontrei várias receitas e fui mesclando algumas para adaptar ingredientes, quantidades e forma de preparo (minha maior dúvida foi fazer direto no forno ou no banho-maria. Optei pelo segundo, mais trabalhoso, mas mais conservador...)

Não vou dizer que é "super" simples... Precisa caramelizar a forma, bater os ingredientes (menos as bananas) no liquidificador, depois assar em banho maria... Mas é mais rápido que o Pudim de Leite!

E não é que saiu um pudim bem legal e bem bonitinho?? Ficou uma mistura de pudim de caramelo com bolo "invertido" de bananas! Da próxima vez, só vou distribuir as rodelas de banana com maior cuidado... Ficou meio "bagunçado", né?? rs

Pudim de Pão com Banana

1 pudim médio


  • 3 pães franceses amanhecidos em pedaços
  • 2 xícaras de leite quente
  • 2 colheres de sopa de manteiga amolecida
  • 2 ovos
  • baunilha a gosto
  • 1 xícara de açúcar

para a cobertura

  • 5 colheres de sopa de açúcar
  • 3 bananas nanicas em rodela

utensílios

  • forma de pudim ou bolo com buraco no meio
  • liquidificador
  • forma redonda ou retangular para colocar a forma de pudim no banho maria
  • papel alumínio
  • prato raso grande para servir o pudim

Ferva o leite e coloque sobre os pães, para amolecerem bem.

Aqueça o forno a 180 graus e ferva uma panela com água (para o banho maria).

Coloque o açúcar do caramelo na forma e deixe caramelizar, com cuidado para não queimar. Distribua bem o caramelo também nas laterais da forma e reserve.

Corte as bananas em rodelas e coloque-as na forma, sobre o caramelo.

Bata no liquidificador o pão com leite, os ovos, o açúcar, a manteiga e a baunilha.

Despeje o líquido sobre a forma. Coloque a forma do pudim (coberta com papel alumínio) sobre a forma maior, coloque-a no forno e, com cuidado, despeje a água fervendo para o banho maria na forma maior. Deixe assar por 45 minutos a uma hora. Retire do forno, deixe esfriar em temperatura ambiente e desenforme no prato raso.



Bon Appetit!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

DESAFIO: Polenta Mole com Ragu de Frango, inspirada no Festival da Polenta!

Polenta Mole com Ragu de Frango
Pode parecer uma receita complicada e demorada, mas não é! Usando alguns artifícios, como a panela de pressão para cozinhar o frango, o molho de tomates pronto (no meu caso, uso sempre o caseiro - faço um panelão e congelo em porções - veja a receita aqui) e a Polenta instantânea (fica pronta em 3 minutos, sem necessidade de cozinhar o fubá por um tempão - usei a marca Divella, muito boa), surge um prato maravilhoso, super saboroso e reconfortante! O "diferencial" deste prato está em cozinhar a polenta no próprio caldo do cozimento do frango! Fica muuuito rico em sabor!!

A inspiração de fazer uma receita de Polenta veio de um Festival da Polenta que fomos no Rio Grande do Sul, no CTG (Centro de Tradições Gaúchas) em Caiçara, uma pequena cidade do Alto Uruguai. Foi um evento maravilhoso, super família, com um jantar delicioso a base de polenta: Polenta com Ragu de Carne, polenta com ervas, polenta frita... Para acompanhar, a Fortaia (que já foi tema de post aqui no blog - um omelete de queijo e salame colonial - clique aqui para ver), carne de porco assada e o incrível galeto na brasa (meu preferido!!!).

Momentos do Festival da Polenta em Caiçara, RS
Infelizmente não fiz a receita tradicional (que precisa cozinhar bastante, sempre mexendo), como na foto acima!! Mas ficou uma delícia na versão "pré cozida" e nos fez lembrar os momentos legais que tivemos no Festival da Polenta, com nossos amigos gaúchos (Fernando, Vanessa, Alline e Rafael). Obrigada mais uma vez pelo convite e pela acolhida!!

Voltando a nossa receita, a Polenta com Ragu de Frango pode ser servida em um almoço de domingo, em uma travessa grande, ou em um jantar informal com os amigos, em pequenos bowls, com porções individuais! Na foto, a versão "individual"!

Polenta Mole com Ragu de Frango

(4 porções)


  • 2 coxas com sobrecoxas
  • 1/2 cenoura em rodelas
  • 1/2 cebola picada
  • 1 dente de alho picado
  • 1 folha de louro
  • 1 talo de salsão picado
  • ervas frescas (salsinha, manjericão, alecrim)
  • 1 tomate sem sementes picado
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • 1 colher de chá de colorau
  • 400 gr de molho de tomate temperado (veja a receita aqui)
  • 150 gr de polenta pré cozida (Divella)
  • parmesão para servir

Cozinhe todos os ingredientes na panela de pressão (menos a polenta e o parmesão) por 30 minutos.
Separe o frango e desfie. Descarte ossos e pele. Coe o caldo de frango e reserve.

Coloque o frango desfiado e o molho de tomate para cozinhar por uns 15 minutos.


Prepare a polenta: Complete o caldo de frango com água até ter 600 ml de líquido (se gostar da polenta mais mole, acrescente mais água). Quando ferver, junte a polenta aos poucos, mexendo sempre. Cozinhe por 2 minutos.


Em uma travessa grande, coloque a polenta e cubra com o molho de frango. Finalize com o parmesão. Outra opção para servir são bowls individuais.


Bon Appetit!

DESAFIO: Cassoulet Express!

Cassoulet Express
Quando eu disser que a minha receita de Cassoulet Express demora "só" 3 horas para ficar pronto vocês vão me chamar de louca... Mas loucura foi a outra versão de Cassoulet que fiz há algum tempo (clique aqui para ver o post)... Demorou 15 dias!! rs

Ironias a parte, a receita original do Cassoulet (receita de origem francesa, a base de feijão branco e carnes variadas) leva o famoso Confit de Canard (ou pato confitado), que demora 15 dias para ficar pronto! Como decidi preparar o tal Cassoulet na sexta, para o almoço de domingo, tive que me adaptar!!

E o resultado foi ótimo!! Outra "otimização" de tempo foi o molho do feijão branco (normalmente deveria ficar 12 horas de molho) - só deixei 1 hora - e o posterior cozimento lento, cerca de 2 horas... Usei a panela de pressão e em menos de 1 hora estava cozido.

Enquanto o feijão cozinhava, adiantei o preparo das carnes (linguiça fresca, lombo e frango - no lugar do pato) no forno, por 1 hora, até dourarem bem (usei o grill).

Também fui criativa para substituir a gordura de porco (oriunda do preparo do Confit) da receita original: fritei o bacon e reservei a gordura! E completei com um pouco de azeite. Além de Express, também é mais Light essa receita!

Depois, é só juntar tudo em uma panela com tampa (ou coberta com papel alumínio reforçado) e deixar no forno baixo por 1 hora.

Outra mudança na receita anterior: finalizar o Cassoulet gratinando sua superfície com farinha de rosca (usei Panko - uma farinha mais grossa e crocante - utilizada na culinária oriental).

A versão nova ficou bem legal! Mais leve e mais fácil de fazer!! Se conseguir preparar no dia anterior, fica melhor ainda. Antes de servir, aqueça e gratine a farinha de rosca.
Segue a receita:

Cassoulet Express

8 pessoas

  • 600 gr de feijão branco
  • 1 cenoura em rodelas
  • 1 talo de salsão picado em pedaços grandes
  • 2 folhas de louro
  • 250 gr de costelinha defumada
  • 250 gr de bacon
  • 250 gr de linguiça toscana fresca (aprox. 3 unidades)
  • 350 gr de sobrecoxas (aprox. 3 unidades)
  • 250 gr de lombo de porco em cubinhos
  • 2 cebolas grandes em rodelas
  • 3 dentes de alho em fatias
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • salsinha e cebolinha picados a gosto
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • farinha de rosca ou panko para polvilhar
  • arroz branco e salada mista para acompanhar
Deixe o feijão de molho por 1 hora. Coe e coloque na panela de pressão com a cenoura, o salsão, o louro e a costelinha de porco em pedaços. Cubra com água. Cozinhe por 45 minutos a 1 hora (até ficar cozido, mas ainda firme).

Coe o caldo e reserve. Retire do feijão a cenoura, o salsão e o louro e descarte os legumes. Retire também a costelinha e reserve.

Enquanto o feijão cozinha, aqueça o forno a 180 graus e coloque as carnes (linguiça, sobrecoxas, lombo) em uma forma, temperando com sal e pimenta do reino. Leve para assar por 1 hora, virando as carnes na metade do cozimento.


Frite o bacon até ficar bem dourado. Reserve a gordura e os pedaços de bacon separadamente.

Em uma frigideira grande, coloque um pouco da gordura do bacon e frite o alho em fatias até ficarem bem dourados. Junte a cebola e frite bem. Tempere com um pouco de sal. Coloque a cebola e o alho em um liquidificador. Junte o restante da gordura do bacon, as 4 colheres de sopa de azeite, a salsinha e cebolinha e processe tudo, até virar uma pasta. Se necessário, coloque um pouco do caldo do feijão para dar "liga". Reserve.

Prepare as carnes: Corte a linguiça em fatias médias, desosse o frango e tire os ossos das costelinhas reservadas do cozimento do feijão. Junte a estas carnes o bacon frito e o lombo já assado.

Aqueça o forno a 160 graus. Em uma panela grande, que pode ir ao forno com tampa, coloque uma camada com 1/3 do feijão, metade da pasta de cebola e metade das carnes. Cubra com 1/3 de feijão, o restante da pasta de cebola e o restante das carnes. Cubra com o restante do feijão. Por último, despeje o caldo do cozimento do feijão (cerca de 3 xícaras). Tampe (#Dica: Se não tiver panela com tampa que vai ao forno, cubra com papel alumínio) e leve para o forno por 2 horas, mexendo depois de 1 hora para incorporar melhor os temperos (verifique se necessidade de mais sal) e colocar mais líquido se secar demais.

Quando faltar 30 minutos para servir, acenda o grill do forno. Polvilhe a superfície com a farinha de rosca ou Panko e leve ao forno para gratinar (cerca de 20 minutos). Sirva com arroz branco e uma salada de folhas!


E assim foi o nosso almoço de domingo... Com o Cassoulet com a estrela principal!!!
Bon Appetit!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

DESAFIO: Fortaia, ou Omelete Colonial!

Este desafio começou com a compra de 2 ingredientes típicos da região de colonos no Rio Grande do Sul: o salame e o queijo coloniais. 

A ideia original era fazer um risoto italiano com inspiração colonial: seguindo a receita tradicional de risoto, acrescentei, no final do cozimento do arroz, o salame colonial picadinho e o queijo tipo colônia ralado grosso. 

O salame era do tipo "bem curado" e salgado. Existem versões menos curadas também, com o salame mais macio. 

O queijo "tipo Colônia" e bem suave, com pouco sal e com a textura semelhante ao do queijo coalho (ou seja, não derrete totalmente, ficando mais "pedaçudo" no meio do risoto).

Os ingredientes inspiradores deste desafio...

O Risotto com o Salame Colonial e o Queijo tipo Colônia
Quando postei a foto dos ingredientes, recebi outras sugestões incríveis de receitas. Uma delas - de uma amiga gaúcha, claro - foi a Fortaia! Pergunta imediata: o que é Fortaia?? Nunca tinha ouvido falar!!

Coincidentemente, descobri o que era no Evento que fomos em Caiçara RS, a Festa da Polenta!
Fortaia é um tipo de omelete, que acompanha a polenta, feito com salame colonial e queijo! Nada é por acaso nessa vida!

Festival da Polenta em Caiçara - RS
Dia seguinte, com os ingredientes que sobraram do Risotto do dia anterior, lá fui eu preparar a tal Fortaia! Além do salame picadinho e do queijo, incrementei com cebola, tomate e salsinha. E servi com Salada Verde (depois do Festival da Polenta, precisava de algo mais light... rs).

Ficou uma delícia! Fácil, rápido, nutritivo e muito saboroso!! E viva a culinária gaúcha!!

Caso não encontre os ingredientes originais, utilize um salame bem curado e um queijo minas padrão. Vai ficar delicioso também!!

Fortaia (Omelete de Salame e Queijo Colonial)

2 porções

  • 4 ovos batidos
  • 1 cebola picada
  • 1 tomate sem sementes picado
  • salsinha picada a gosto
  • 1/2 xícara de salame picado
  • 1/2 xícara de queijo colonial (ou minas padrão) ralado grosso
  • sal a gosto
  • azeite para fritar
  • Salada verde para acompanhar
  • 1 frigideira média de fundo grosso e lateral alta
  • 1 prato raso grande para virar a omelete
Aqueça a frigideira com o azeite e frite a cebola. Acrescente o tomate e deixe fritar até murchar um pouco. Em uma vasilha a parte, misture os ovos, o sal, o queijo, o salame e a salsinha. Acrescente à frigideira. Tampe e deixe cozinhar por alguns minutos. Quando estiver bem dourado embaixo, vire a omelete com o auxílio de um prato raso (vire a omelete sobre o prato e escorregue a omelete de volta para a frigideira). Deixe dourar do outro lado. Corte em 4 partes e sirva com uma saladinha verde.


A Fortaia servida com Salinha verde

Bom Appetit!


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

DESAFIO: Sagu de vinho, sobremesa típica do Sul!


Sagu de Vinho
Nesta nossa temporada trabalhando no Sul do país, tenho aproveitado para também aprender muito sobre a culinária local, com forte influência italiana, alemã e campeira (típica dos Pampas gaúchos).

O churrasco (no espeto), indispensável nos eventos mas também no dia a dia, traz um aroma de fumaça nas proximidades de todos os restaurantes! Minha preferência absoluta é o galeto (coxa ou sobrecoxa), assado no espeto na brasa, bem temperadinho e suculento, com aquela casquinha dourada e crocante por fora! Como acompanhamento, o mais tradicional é a Maionese de Batatas, já tema de um post aqui no blog, imperdível.

E agora chegou a hora de falar das sobremesas! E a campeã de audiência nos restaurantes e nas casas é o sagu de vinho, feito com vinho colonial. Para quem nunca provou, o vinho colonial é feito com uvas comestíveis, como a niágara, a bordô e a moscatel (denominadas "vitis americana"), ao contrário dos vinhos que costumamos tomar aqui em São Paulo, feitos com uvas próprias somente para vinhos ("vitis vinifera").

Os vinhos coloniais tem um teor alcoólico menor e tem um sabor mais forte de suco de uva. E nós tivemos o privilégio de provar uma produção caseira do pai do nosso amigo Fernando, na cidade de Caiçara-RS. Neste caso, fazer sagu com este vinho seria uma heresia! rs... É bom demais!

O sagu é tão presente no dia a dia dos gaúchos que chega a ser desprezado, sendo considerado "acompanhamento" de outras sobremesas, como a Torta de Bolacha e o Chico Balanceado (aguardem para saber mais destas outras sobremesas típicas aqui no blog!).

Para nós, paulistas, que não estamos habituados com esta sobremesa no dia a dia, virou um vício! Impossível não comer depois de cada refeição, ainda mais por ser cortesia em todos os restaurantes! Fizemos até um ranking do melhor sagu! Rs

Minha primeira tentativa de fazer o sagu foi um fiasco. Deixei muito tempo de molho (umas 2 horas) e cozinhei demais, com medo de deixar as "bolinhas" brancas. Resultado: virou uma gororoba, que acabou no lixo! O segredo está em parar o cozimento mesmo antes de parecer estar pronto. Difícil, né? Mas siga a receita abaixo que não tem erro! Já testei duas vezes!! E o Creme Inglês casa perfeitamente com o sagu, deixando-o mais cremoso e mais suave! A inspiração desta receita foi o site Panelinha, da Rita Lobo.

Sagu de Vinho com Creme Inglês

(12 porções)

Para o Sagu

  • 1 xícara de sagu
  • 750 ml de vinho tinto suave (de preferência colonial)
  • 750 ml de água
  • 1 xícara de açúcar (se gostar menos doce, coloque só 1/2 xícara).
  • canela em pau a gosto
  • cravos a gosto

Para o Creme Inglês

  • 6 gemas
  • 2/3 de xícara de açúcar (dividida em 2 porções iguais)
  • 500 ml de leite
  • 1 colher de chá de essência de baunilha

Deixe o sagu de molho em água por 30 minutos.


Aqueça o vinho, a água, o açúcar, a canela e os cravos em uma panela grande e deixe ferver por 15 minutos.

Acrescente o sagu e cozinhe em fogo baixo por 30 minutos, mexendo sempre, para não grudar no fundo. #Dica 1: Embora o sagu ainda pareça um pouco "aguado", não deixe cozinhar demais. Ele continuará cozinhando após desligar o fogo.

Desligue o fogo, tampe a panela e deixe descansar por mais 30 minutos. Leve para a geladeira. #Dica 2: O sagu vai adquirir a consistência ideal depois de esfriar na geladeira.

Prepare o creme: bata as gemas e metade do açúcar na batedeira até virar uma gemada bem clarinha. Ferva o leite, o restante do açúcar e a baunilha. Acrescente à gemada aos poucos (para o ovo não talhar), mexendo bem. Volte ao fogo baixo e cozinhe até engrossar (sem parar de mexer). Deixe esfriar um pouco e leve a geladeira.

Sirva o sagu com o creme por cima.




E Bon Appetit!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

DESAFIO: Geleia de Morangos para aproveitar a safra!

Geleia Caseira de Morangos
Esta semana eu estava inspiradíssima para cozinhar... Baixou o espírito da camponesa (tenho certeza que já fui uma em vidas passadas...)!!! Lembram do post do Cassolet com Confit de Pato?

Fiz pão integral, bolo, pudim de leite, ricota caseira, molho de tomate (só com tomates), caldo de frango (para congelar)... E, para completar, vi uma oferta de morangos daqueles caminhões bem na esquina de casa: 4 caixas por 10,00! Simplesmente irresistível! Não comprei 4 caixas... Comprei 8! Perfeito para aproveitar a safra de morangos e estocar geleia para os próximos meses!

Só tem um probleminha... Quando vocês provarem essa geleia feita em casa, sem corante, sem espessante, sem conservante, cheia de pedaços deliciosos de morango, vai ser difícil vocês querem voltar para o produto industrializado... E aguardem um próximo desafio que está na minha lista: Doce de Leite feito em casa! Super "camponesa"!

Geleia Caseira de Morangos

(3 potes de 200 gr)


  • 1,5 kg de morangos lavados, sem a coroa, cortados ao meio
  • 1 kg de açúcar refinado
  • suco de meio limão


Coloque os morangos, o açúcar e o limão em uma panela grande, com fundo grosso. Coloque para cozinhar. Conforme vá se formando uma espuma branca na superfície, retire com uma colher de sopa. Despreze a espuma (#dica 1: Retirar a espuma elimina a acidez e deixa a geleia mais brilhante).

Quando a calda ficar encorpada, retire do fogo e deixe esfriar. Acondicione em potes herméticos esterilizados previamente (dica 2: para esterilizar os potes, ferva uma panela grande com água e coloque os potes abertos e as tampas soltas. Deixe ferver por 1 minuto. Retire com uma pinça, escorra bem a água residual e deixe secar naturalmente.). Desta forma, a geleia se conservará por mais tempo, ainda mais se for colocada na geladeira. (#dica 3: você também pode congelar a geleia). (#dica 4: se quiser preparar uma calda mais rala - para usar em bolos, tortas ou sorvetes - retire mais cedo do fogo).


E Bon Appetit!